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EPAO - 3523 - Responsável Técnico -  Dr. WILLIAM FROSSARD CRO 11623.
  • Essa síndrome costuma fazer a língua queimar e deixar um gosto amargo na boca, além de dificultar o ato de engolir alimentos e líquidos

 

 

28 JUL2014

Ardência bucal atinge mulheres a partir dos 50 anos; entenda

 

   A língua queima, um gosto amargo vem à boca e é difícil engolir. Esses são os sintomas da Síndrome da Ardência Bucal, doença com maior incidência em mulheres com idade entre 50 a 70 anos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                               A Síndrome da Ardência Bucal pode estar                                                                                                 ligada a fatores externos e psicológicos e

                                                                                              não tem um tratamento único para cura

                                                                                                     Foto: Lisa S. / Shutterstock

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

     Essa ardência ou queimação costuma ocorrer em mais de uma área, porém a língua é a mais atingida. “Lábios, palato, gengiva e mucosa jugal (área entre a bochecha e a gengiva), assoalho da boca e orofaringe também podem ser abrangidos”, diz Willian Frossard, professor e coordenador de Prótese Dentária Clínica da UERJ – Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

    A SAB é classificada em três tipos que diferem pelos momentos do dia em que os sintomas aparecem. Algumas pessoas acordam bem e pioram ao longo do dia, enquanto outras já despertam se sentindo mal. O terceiro grupo relata que não há um padrão, os sintomas aparecem em dias aleatórios.

     Segundo o especialista, a causa da síndrome está associada a vários sinais clínicos. “Estudos incluem como causas fatores locais, neuropáticos, psicológicos e sistêmicos”, afirma Frossard. Por conta disso, não há tratamento estabelecido e padronizado para esse mal, sendo necessária uma abordagem multidisciplinar para lidar com o assunto.

    A terapêutica depende de um bom exame clínico, baseado nas causas relatadas e focado na melhora dos sintomas da queixa do paciente. Segundo o especialista, também é essencial incentivá-lo e apoiá-lo fazendo com que entenda a complexidade da síndrome.

    “Condutas como hidratação constante da boca, controle do consumo de bebidas alcoólicas, fumo, balanceamento da dieta alimentar e prescrição de vitamina B podem ajudar a aliviar os sintomas. Em algumas situações também é necessário trocar a prótese dentária (que podem acumular fungos e bactérias que agravem os sintomas)”, diz Frossard.