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Botafogo (Humaitá)
 
EPAO - 3523 - Responsável Técnico -  Dr. WILLIAM FROSSARD CRO 11623.
  • Conheça os métodos profissionais disponíveis e saiba se é possível clarear os dentes em casa

     

    A maioria das pessoas deseja exibir um sorriso bonito, com dentes saudáveis e brancos. Para isso, hábitos de higiene, como escovar os dentes sempre após as refeições e usar fio dental, são fundamentais.

    Porém, é fato que manter a brancura dos dentes nem sempre é fácil. Com o decorrer do tempo, eles tendem mesmo a escurecer e ficar manchados naturalmente

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Clareamento dental: garanta um sorriso mais branco

   

   William Frossard, dentista especializado em Odontologia Estética, doutor em Periodontia, Mestre em Dentística, especialista em Prótese Dentária e professor e coordenador do Curso de Especialização em Prótese Dentária Clínica (UERJ), comenta que os dentes escurecem devido a diversos fatores. “Como biótipo, por exemplo. Algumas pessoas possuem dentes mais amarelos e outras, mais brancos – fato este 

 

que estaria ligado ao fator genético”, diz.

   “Remédios como tetraciclina – um antibiótico muito usado antigamente – tendem a manchar os dentes, principalmente quando usado na infância. Traumas, por exemplo, dentes que sofreram algum tipo de traumatismo e tiveram um sangramento dentro deles, tendem a ficar mais escuros com o passar do tempo”, acrescenta o especialista.

Além disso: “cárie, idade, hábitos como cigarro, ingestão de alimentos e bebidas muito pigmentadas, como vinho, chocolate, refrigerantes em excesso, aceleram o processo natural de escurecimento dos dentes”, acrescenta Frossard.

Não por acaso os consultórios de dentistas recebem cada vez mais pacientes em busca de um sorriso branco e impecável. “O clareamento dental é indicado quando o paciente apresenta dentes escurecidos ou amarelados. A idade mínima normalmente é com 16 anos (idade essa que o paciente está com todos os ápices dentários fechados). Quanto mais idoso o paciente, menos efetiva será a técnica”, explica o especialista.

Frossard destaca que o paciente não precisa esperar que os dentes estejam manchados ou escuros demais para optar por um tratamento de clareamento. “A partir do momento em que o paciente se sentir desconfortável com a cor do seu sorriso, está na hora de clarear”.

 

Tipos de clareamentos dentais profissionais

                                                     

   Existem os clareamentos externos e o clareamento interno. Abaixo você conhece as diferenças entre eles:

Clareamento interno

Tatiane J. Machado Buscarilli, dentista da Sorridents, explica que o clareamento dental interno consiste na aplicação de um gel clareador dentro da porção

coronária do dente. “Faz-se uma

abertura por trás do dente,

onde é depositado o material clareador. Esta técnica é indicada para dentes tratados endodonticamente, dentes escurecidos por reação metálica e casos de traumas”, diz.

   A dentista acrescenta que esse gel deve ser trocado semanalmente até que se atinja o resultado esperado, respeitando o prazo máximo de dois meses.

   Juliana Rossi, dentista especialista em odontologia estética, destaca que o clareador utilizado pode ser à base de peróxido de hidrogênio, peróxido de carbamida ou perborato de sódio. “A técnica é a ‘walking bleach’, onde é colocado o produto e ele fica dentro do dente agindo e o paciente volta depois de uma semana ou cinco dias, e juntamente com o dentista avaliam se é preciso trocar o produto e refazer”, acrescenta.

“Uma característica dessa técnica é ser imprevisível: não é possível ter certeza de que o dente vai ficar igual à cor dos outros dentes”, ressalta Juliana.

   O valor da técnica, de acordo com Juliana, vai de R$700 a R$1.500 por dente.

 

Clareamentos externos

 

   O clareamento externo, conforme explica Juliana, é uma técnica onde é colocado o gel clareador do lado de “fora” do dente. “Por um processo de reação química, o gel libera oxigênio, um radical livre, que atravessa a camada de esmalte (camada de fora do dente) e vai quebrar a cadeia de pigmentos em pequenas moléculas (dióxido de carbono e água) e eliminá-las por difusão. 

   Esse efeito é cumulativo, ou seja, o dente vai clareando a cada novo contato com clareador”, diz.

Os clareamentos externos podem ser subdivididos, hoje, em três técnicas:

 

1. Clareamento de consultório

 

     Valéria Baraldi, odontologista, explica que esse tipo de clareamento é feito em consultório odontológico, onde o cirurgião dentista aplica uma barreira protetora gengival e um gel nos dentes. “Esse gel fica em contato com os dentes por volta de uma hora; depois pode ser retirado. Normalmente obtemos bons resultados com duas ou três sessões”, diz.

    Segundo Juliana, o valor médio cobrado nesse tipo de clareamento vai de R$1.000 a R$2.500. “E o tempo para ser refeito varia de acordo com a dieta do paciente e a higiene bucal. Mas, em média, as pessoas ficam satisfeitas durante um ano e meio a dois anos, onde decidem junto conosco fazer um ‘retoque’ no clareamento – que pode ser resolvido em uma semana”, diz.

 

2. Clareamento caseiro

 

    Frossard explica que o clareamento caseiro consiste no uso de uma moldeira de silicone em que o próprio paciente põe o gel clareador, em concentração mais baixa, e a encaixa na boca. “Normalmente recomendamos que esse paciente use durante a noite enquanto dorme. Esse tipo de clareamento dura em torno de três semanas, podendo estender para mais ou para menos, dependendo da resposta dentária e a intensidade de cor que o paciente deseja”, diz.

     “Quando fazemos clareamento caseiro, normalmente usamos o peróxido de carbamida ou o peróxido de hidrogênio com porcentagens diferenciadas para cada caso”, destaca o especialista.

    Juliana comenta que essa é uma das técnicas mais antigas, com resultados muito satisfatórios e com um relato de baixa sensibilidade. “É muito bem indicada para a grande maioria dos pacientes. Cada vez mais os géis se adéquam à vida do paciente para que os mesmos tenham mais facilidade para o uso diário. Temos géis para ficarem quatro horas em contato com o dente, mas que podem permanecer oito horas e assim o paciente pode dormir com a placa. Para quem não se adapta a essa permanência, temos géis que podem ficar de 20 a 30 minutos”, explica.

    De acordo com Juliana, o valor médio cobrado vai de R$1.000 a R$1.500. “O tempo para ser refeito vai de acordo com a dieta do paciente e a higiene bucal, mas em média as pessoas ficam satisfeitas durante um ano e meio a dois anos, quando decidem junto conosco fazer um ‘retoque’ no clareamento”.

 

3. Clareamento a laser

 

    Este método, de acordo com Valéria, é bem semelhante ao clareamento de consultório, “porém, se ativa o gel clarificador com laser, que aumenta a permeabilidade do gel nos espaços entre os prismas de esmalte, tornando o clareamento mais intenso”.

Tatiane destaca que em apenas duas ou três sessões o clareamento já está pronto. “O dentista aplica um gel (com concentração do produto bem superior ao gel caseiro) e este é ativado com a luz do laser. Em virtude dessa associação gel + laser, e por ser de maior concentração, vemos um resultado mais satisfatório do que o caseiro”, diz.

    O valor médio cobrado, de acordo com Juliana, vai de R$1.500 a R$2.500. E o tempo para ser refeito também varia de acordo com os hábitos do paciente, mas, de forma geral, as pessoas ficam satisfeitas durante um ano e meio a dois anos até que precisem fazer um “retoque”.

    Vale destacar que é possível ainda associar dois tipos de clareamento, como o feito no consultório com o caseiro, para intensificar os resultados. “Pode-se fazer, por exemplo, uma ou duas sessões de consultório e, nos intervalos, o clareamento caseiro. A duração do clareamento vai depender do resultado esperado, mas em média são quatro semanas”, comenta Juliana.

Sobre os valores dos tratamentos de uma forma geral, Frossard destaca que variam de acordo com o grau de dificuldade, tempo. “Mas podemos citar uma variável que vai de R$1.000 a R$3.000”, acrescenta.

 

É possível clarear os dentes em casa?

 

   Muitas pessoas gostariam de poder clarear os próprios dentes em casa, sem a necessidade de optar por uma técnica profissional. Mas será que isso é possível e recomendado? Há riscos, por exemplo, em usar bicarbonato de sódio nos dentes? E água oxigenada? Alguns cremes dentais e enxaguantes bucais podem funcionar como clareadores? Tiras adesivas 

clareadoras são mesmo eficientes? Essas são as principais dúvidas sobre o tema e que, abaixo, os profissionais esclarecem.

 

Bicarbonato de sódio

 

   Valéria explica que algumas pessoas usam o bicarbonato de sódio como pasta de dente para clarear os dentes. “Porém, ele não promove o mesmo clareamento como o que se faz em consultório, o bicarbonato apenas remove as manchas superficiais do esmalte”, diz. Além disso, há riscos no uso desse tipo de produto. “Se a pessoa usar com muita frequência, pode haver um desgaste do esmalte, podendo ocasionar sensibilidade dentinária”, acrescenta.

 

Água oxigenada

 

   Juliana destaca que não é recomendado utilizar água oxigenada para clarear os dentes. “Essa substância pode alterar significativamente o pH da boca, causando lesões e agravando possíveis problemas já existentes, como gengivites e sensibilidade. Além disso, o uso sem o devido balanceamento pode resultar em dentes manchados e de aparência ainda mais incômoda do que o simples amarelamento”.

   “Esse tipo de substância pode ser recomendado em alguns casos para pacientes com problemas como doenças periodontais, inflamações de gengivas graves, onde existem bactérias anaeróbias e o oxigênio contido no produto acaba ‘matando’ essas bactérias e ajudando na doença, mas isso dever ser sempre recomendado por um profissional”, esclarece Juliana.

 

Cremes dentais e enxaguantes bucais

 

   Juliana lembra que cremes dentais são usados durante as escovações e “o gel clareador tem o tempo como um fator importante para o clareamento, só por isso dá para perceber que esses cremes dentais não vão ficar tempo suficiente para existir de fato um clareamento no dente”.

   “O que normalmente acontece é que as empresas fazem um creme dental um pouco mais abrasivo, e aí faz como se fosse uma ‘esfoliação’ na parte de ‘fora’ do dente, removendo manchas extrínsecas, aquelas famosas causadas por corantes da dieta (como café, vinho etc.). Além disso, por ser inserido um composto chamado triclosan, tem um potencial de inibir a placa supragengival”, diz Juliana.

   “Mas, é importante ressaltar que hoje o paciente desgasta mais o esmalte do dente por conta de uma escovação com uma força excessiva e, por isso, é muito importante evitar que esses cremes dentais mais abrasivos piorem ainda mais esses desgastes”, diz Juliana.

   “Continuando na mesma linha de raciocínio, os enxaguantes bucais também não têm um resultado efetivo em termos de clareamento dental por também passarem um tempo muito curto na boca. E mesmo que tenham uma substância clareadora, a concentração tem que ser muito baixa para não prejudicar os tecidos gengivais”, destaca a dentista Juliana.

 

Tiras clareadoras

 

    Juliana explica que tiras clareadoras são impregnadas normalmente com peróxido de hidrogênio. “São com princípios ativos dos clareamentos, porém, são feitas de forma universal, ou seja, não são personalizadas para cada paciente. Portanto, a fixação dela na boca pode ser prejudicada e, por isso, o efeito do clareamento pode ser insatisfatório, já que os outros tipos de clareamento são totalmente personalizados, garantindo o contato com o gel mais adequadamente no dente”, diz.

   Tatiane ressalta que o desempenho das tiras depende de cada caso. “Para pacientes com um grau leve de escurecimento, elas podem apresentar um resultado satisfatório pois liberam oxigênio na coroa do dente promovendo uma ‘limpeza’ dos poros do esmalte”, explica.

 

 

 

Foto: Getty Images

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